domingo, 15 de abril de 2012

População de Bissau num acto solidário de ajuda ao Hospital Simão Mendes



Na Guiné Bissau, em resposta a situação de dificuldade imposta por essa acção irresponsável dos militares, jovens de Bissau, abraçaram o apelo lançado na Rede social Facebook, pela administração do Hospital Central de Bissau, e rumaram a esse estabelecimento com alguns géneros alimentícios e artigos que conseguiram arrecadar, na sequencia de um peditório efectuado junto à instituições e particulares.
 
Essa acção que já permitiu garantir o pequeno almoço, esta manhã, aos pacientes internados no Hospital Simão Mendes, continua a decorrer, devido a pronta resposta dos cidadãos que, num acto de cidadania impar está a responder ao apelo e a levar ao Hospital o que podem, desde alimentos e dinheiro a produtos de limpeza.
Os organizadores estão surpreendidos e agradecidos com essa participação de civis, no que considerem ser um acto solidário de extrema importância, mas também uma manifestação de repudio pela acção irresponsável dos militares.

Perante a interrogação feita, de como os guineenses no exterior e outras instituições poderão contribuir, um dos jovens sugere que poderiam ser feitas pagamentos desde o exterior aos comerciantes em Bissau e os produtos serem levantado para abastecimento do Hospital.

A administração do Hospital central de Bissau, garante que toda a contribuição é bem vinda ao mesmo tempo que assegura que toda essa ajuda será aplicada estritamente para o fim a que é destinada.

sábado, 14 de abril de 2012

Primeiro-Ministro guineense levado outra vez para Bissau

(Correio da Manhã) O Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, foi novamente levado para o Forte de São Vicente, em Bissau. Gomes Júnior e o presidente da República interino, Raimundo Pereira, tinham sido levados na sexcta-feira para o Quartel de Mansoa, a 60 km da capital. Foi nesta localidade que recebeu, na manhã de sexta-feira, os medicamentos para a diabetes, que lhe foi entregue pela Cruz Vermelha.


Segundo fontes contactadas pelo CM em Bissau, o autodenominado Comando Militar procura desta forma confundir a CPLP e a comunidade internacional em geral, impedimndo que conheçam o destino dado aos dois detidos. Outra razão, apurou igualmente o CM, é evitar que populares descontentes procurem libertar Carlos Gomes Júnior. Neste momento, já são conhecidas casos de deserção de militares, que não concordam, nem querem ter ligações aos golpistas.

Entretanto, Angola iniciou ontem a retirada da MISSANG da Guiné-Bissau. Fonte próxima dos meios castrenses guineenses garantiu ao CM que o comando militar deu um ultimando à MISSANG para abandonar o país e Angola preferiu, para já, não expor os pouco mais de 200 militares que tem na Guiné.

Quais as motivações dos militares guineenses?


Aos leitores que acompanham as notícias que estão a ser actualizadas, ao longo do dia de hoje, referentes à situação que infelizmente, mais uma vez, marca pela negativa a nossa tão querida Guiné, gostaria de saudar e manifestar a minha satisfação pelo facto de saber que estamos a ser lidos em quase todos os continentes.

Por isso mesmo gostaria de juntar a minha voz a do martirizado povo guineense e de partilhar a nossa preocupação, não somente quanto ao vergonhoso levantamento Militar de quinta-feira passada, como aos estranhos e não menos vergonhosos argumentos apresentados, para justificar esse acto de homens de armas.

Segundo um comunicado difundido pela Rádio Nacional da Guiné-Bissau, a única estação que na ocasião tinha sido autorizada a transmitir, os militares afirmam ter na sua posse um “documento secreto” do governo de Carlos Gomes Júnior mandatando as tropas da MISSANG (o destacamento de soldados angolanos cuja retirada do país foi decidida esta semana) para atacar os militares guineenses.

Nesse mesmo comunicado é adiantado que “O Comando não ambiciona o poder mas foi forçado a agir desta forma para se defender das investidas diplomáticas do governo guineense, que visa aniquilar as Forças Armadas da Guiné-Bissau através de forças estrangeiras”.

Ora, isso parece-me estranho pelo simples facto de um destacamento de cerca de 200 homens, dificilmente poderia enfrentar o exército de um país no seu próprio território. Para além de que a eventualidade de uma acção do género necessitaria da aprovação da Assembleia Nacional. O que seria quase que impossível, uma vez que poderiam, o Presidente Interino e o Ex Primeiro Ministro, (conforme o comunicado) estarem a preparar essa acção, mas outra seria, os dois homens convencerem os deputados a Assembleia em apoiar uma invasão com o seu próprio país.

Custa-me acreditar que esses dois homens estivessem tão ávidos do poder ao ponto esquecerem de  todas as normas nacionais e internacionais que os condenaria na primeira hora.

Por isso, as principais instâncias internacionais condenaram imediatamente esta tentativa de inversão de normas constitucionalmente instituídas na Guiné-Bissau. É bom que esses insurrectos saibam que estarão isolados nesta tresloucada acção e que o poder de armas não lhes dá o direito nem a legitimidade de afrontarem todo um povo. Se como dizem, não querem o poder, então que regressem o mais rápido às casernas, e deixem de lado a aventura de impor condições ou prazos, para a apresentação de propostas da constituição de um governo de unidade nacional.

A que propósito os nomes de governantes detidos não deveriam constar da proposta da constituição do novo governo, quando nada se referiu sobre os nomes de outros candidatos que concorreram à primeira volta das presidências de 18 de Março passado?

Como se entende que os Partidos da oposição política tenham condenado o golpe militar (pelo menos alguns deles) e ao mesmo tempo, louvado a atitude heróica das nossas forças armadas, de, segundo eles travar, a “tragédia de proporções incalculáveis, se o acordo secreto com forças estrangeiras fosse levado por diante"?

O que sabem alguns desses partidos que não nos querem dizer?

Aguardemos os próximos desenvolvimentos.

CPLP defende "força de interposição" para a Guiné-Bissau com aval da ONU


(Lusa) A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decidiu esta noite "tomar a iniciativa" de propor "uma força de interposição para a Guiné-Bissau, com mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Após a reunião extraordinária que se realizou hoje, na sede da CPLP,  em Lisboa, sobre a situação na Guiné-Bissau, onde ocorreu um golpe de Estado  na quinta-feira à noite, o chefe da diplomacia de Angola, país que preside  actualmente à organização lusófona, leu aos jornalistas a resolução aprovada,  sem direito a perguntas. 

No documento, a CPLP refere que a proposta de criação de uma "força  de interposição" será feita "em articulação com a CEDEAO  "Comunidade Económica  dos Países de África Ocidental", a União Africana e a União Europeia". 

Simultaneamente, a CPLP diz que será tida em conta "a experiência da  Missang no terreno", referindo-se à missão de apoio ao sector militar guineense  liderada por Angola, que ainda se encontra no terreno, mas cujo fim foi  anunciado por Luanda na segunda-feira passada.  

O documento não confirma a retirada da missão angolana, mas também não  diz que esta vai permanecer no país, referindo somente que apoia "o importante  papel desempenhado" pela Missang na Guiné-Bissau (...), "em prol da estabilização,  pacificação e reforma do sector de defesa e segurança". 

Mulher do Presidente guineense pede intervenção da comunidade internacional - Mundo - Notícias - RTP

A partir de Lisboa, é feito um apelo pela mulher do Presidente interino da Guiné-Bissau, que está em parte incerta. Raimundo Pereira foi igualmente detido pelos militares revoltosos. O golpe apanhou a mulher do Chefe de Estado em Portugal, de onde não conseguiu ter ainda notícias do marido. Mulher do Presidente guineense pede intervenção da comunidade internacional - Veja aqui o Video da RTP

CPLP ameaça com «sanções individualizadas» contra golpistas


A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ameaçou hoje propor a «aplicação de sanções individualizadas» aos militares envolvidos no golpe militar ocorrido na Guiné-Bissau.

A resolução hoje aprovada em reunião extraordinária, na sede da organização lusófona, em Lisboa, adverte «todos os implicados na alteração da ordem constitucional na Guiné-Bissau, civis e militares, de que a persistência na ilegalidade conduzirá a que os Estados-membros da CPLP proponham a aplicação de sanções individualizadas por parte das organizações internacionais e regionais pertinentes».

Estas «sanções» poderão incluir a «proibição de viagens, congelamento de activos e responsabilização criminal».

A CPLP realça ainda que «as únicas autoridades» guineenses por si «reconhecidas» são «as que resultam do exercício do voto popular, da legalidade institucional e dos imperativos da Constituição».

A organização adianta também que repudiará «quaisquer actos de entidades que possam vir a ser anunciadas na sequência do golpe militar».

Instando «todos os implicados a cessarem de imediato os actos violentos e ilegais» e exigindo «a preservação da integridade física de todos os titulares de cargos públicos e demais cidadãos que se encontram sob custódia dos militares sublevados», a CPLP condena «com veemência» o golpe de Estado registado na Guiné-Bissau e apela à «libertação imediata e condicional» dos prisioneiros políticos.

Depois de solto Antonio Aly postou o seguinte

As últimas de Bissau, com António Aly

S.O.S: Preciso de um computador!!! AAS


Comunicados

MISSANG pode comecar hoje a sua saida do territorio da Guine-Bissau. Comando Militar garante todo o apoio, tecnico e de seguranca;


PAIGC, em comunicado:


Condena o golpe de 12 abril e as manipulacoes politicas, exige reposicao da ordem constitucional, diz que vai responsabilizar criminalmente os responsaveis e pede liberdade imediata e incondicional do primeiro-ministro Carlos Gomes Jr, do PR Raimundo Pereira e de todos os detidos.


Colectivo da oposicao democratica


Quer que o Comando Militar passe rapidamente o poder aos civis, volta a acusar o Governo


LGDH


Liga Guineense dos Direitos Humanos


Condena o golpe de Estado, responsabiliza as forcas armadas pelas vidas do PR, do PM e de todos os detidos, condena a prisao arbitraria e o espancamento do jornalista Antonio Aly Silva pelos militares, pede a ONU, UE, comunidade internacional a rapidez e ponderacao na resolucao do problema e a salvaguarda do Pais e exige liberdade incondicional do PR, do PM e de todos os detidos. AAS

Guiné-Bissau: Presidência angolana da CPLP ameaça chefe das Forças Armadas com TPI


(Lusa) - A Presidência angolana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) advertiu hoje as autoridades militares guineenses, "em particular" o chefe das Forças Armadas, António Indjai, que a continuação das acções em curso poderá ter consequências no Tribunal Penal Internacional.


A Presidência angolana da CPLP "adverte as entidades militares guineenses, em particular o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, que a continuação da insubordinação militar bem como qualquer atentado à integridade física das entidades políticas sob custódia, implicará a responsabilização dos envolvidos junto do Tribunal Penal Internacional", diz em comunicado enviado à agência Lusa.

Nesse sentido, a Presidência da CPLP exige o "escrupuloso respeito e a preservação da integridade física de todos" os titulares de cargos públicos e demais cidadãos que se encontram sob custódia dos militares, assim como a sua libertação "imediata e incondicional".

Condenado "veementemente" o golpe militar, que "põe em causa a ordem constitucional e inviabiliza a conclusão do processo eleitoral - a segunda volta das presidenciais está marcada para 29 deste mês -, a Presidência da CPLP insta os golpistas a cessar de imediato "qualquer acção militar que ponha em causa o Estado de Direito e a legalidade democrática da Guiné-Bissau".

A Presidência angolana "reprova" também a postura dos cinco candidatos que contestam a legalidade das eleições presidenciais antecipadas - Kumba Ialá, Henrique Rosa, Serifo Nhamadjo, Serifo Baldé e Afonso Té - e ameaça-os também com o TPI.

O organismo "reprova com veemência a posição dos candidatos que concorreram às eleições presidenciais antecipadas de 18 de Março passado que estejam implicados com os militares golpistas e cuja acção antidemocrática e obstrucionista esteve na origem dos graves acontecimentos em curso no país, e poderão ser também responsabilizados perante o Tribunal Penal Internacional, caso se comprove o seu envolvimento".

"A Presidência em exercício (da CPLP) considera que esses acontecimentos demonstram a necessidade imperiosa da reforma do setor de defesa e segurança da Guiné-Bissau enquanto condição para o estabelecimento da paz e estabilidade duradoura no país", sublinha-se no documento.
A Presidência da CPLP afirma, nesse sentido, que se revela, "uma vez mais", que a estrutura militar do país constitui um "fator de instabilidade política e principal obstáculo ao seu desenvolvimento económico e social".

Exortando a comunidade internacional, nomeadamente as Nações Unidas, União Africana (UA) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a Presidência da CPLP pede-lhes que desenvolva acções "urgentes e concertadas" visando o restabelecimento da ordem constitucional, paz e segurança do país.

Na quinta-feira à noite, um grupo de militares guineenses atacou a residência do primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, e ocupou vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau.

A acção foi justificada hoje, em comunicado, por um autodenominado Comando Militar, cuja composição se desconhece, como visando defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que teria sido autorizada pelos chefes do Estado interino e do Governo.

A mulher de Carlos Gomes Júnior disse hoje que ele foi levado por militares na noite do ataque e encontra-se em parte incerta, bem como o Presidente interino, Raimundo Pereira.

Os acontecimentos militares na Guiné-Bissau, que antecederam o início da campanha eleitoral das presidenciais de 29 de Abril, mereceram a condenação da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e de vários países, incluindo Portugal, que exortou os autores do "golpe militar" a libertar os políticos detidos.

A CPLP tem no sábado uma reunião de ministros dos negócios estrangeiros em Lisboa, dominada pela situação na Guiné-Bissau.

Guiné-Bissau: Primeiro-ministro e presidente transferidos para Mansoa

(Correia da Manhã) O comando militar que assumiu na passada quinta-feira o poder na Guiné-Bissau transferiu o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o presidente interino, Raimundo Pereira, do Forte de São Vicente, em Bissau, para Mansoa, cidade localizada a 60 quilómetros da capital.

Segundo apurou o CM, os revoltosos liderados pelo Chefe de Estado-Maior Geral das Forças Armadas, António Indjai, assumiram esta decisão após tomar conhecimento da posição enérgica da Comissão dos Países de Língua Portuguesa e da CDAO face ao golpe de Estado, à qual se seguiu a condenação feita pelo Conselho de Segurança das Nações Uniidas e vários países de todos os continentes.

Mansoa é o bastião de António Indjai e era ali que se encontrava detido o contra-almirante Bubu Na Tchuto, capturado por Indjai na sequência de uma alegada tentativa de golpe de Estado, também contra Carlos Gomes Júnior, levada a cabo pelo antigo chefe da Marinha  em finais de Dezembro último.

Fontes bem informadas em Bissau disseram ao CM que a detenção de Gomes Júnior e Raimundo Pereira para Mansoa implicou a movimentação de Bubu Na Tchuto para outra localidade.

 

Vamos todos salvar a Guiné Bissau

Não podemos nem devemos continuar calados e ser cumplices, pelo nosso silencio, dos que querem apoderar-se da nossa terra, como se tivessem alguma legitimidade para tal.
Criou-se este espaço com o propósito de dar voz àqueles que queira juntar-se a esta nobre causa de regaste da Guiné Bissau.

Estamos convictos que se a voz do povo da Guiné Bissau, o legitimo detentor do poder no pais,  se fizer ouvir junto de países e instituições amigas, seremos ajudados na recuperação do país. Apelamos por isso a que todos de tiverem meios e oportunidades, participem desta luta. Deixem os vossos apelos e comentários. Façam-se ouvir.

Ontem o jornalista António Aly da Silva, uma das poucas vozes que da a conhecer o que se vive no país, nestes momentos conturbados, lançou um apelo junto a comunicação social que o contactava para relatar o que acontecia na Guiné Bissau, nos momentos que se seguiram a mais um levantamento militar.
Esse apelo de António Aly, pode ser acompanhado aqui.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Guine Bissau

Por causa da violência das últimas horas na Guiné-Bissau, que incluiu um ataque à casa do primeiro-ministro,  O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se de emergência esta sexta-feira.